ALGUMAS DICAS SOBRE A NOVA LEI DE ESTÁGIOS – LEI nº 11.788

ALGUMAS DICAS SOBRE A NOVA LEI DE ESTÁGIOS – LEI nº 11.788
Inovações e Adequações

A atualização da Lei de Estágio, sancionada em 25 de setembro de 2008,

A nova redação oferece mais segurança

jurídica para as empresas, regras mais claras para as instituições de

ensino e, sobretudo, melhores condições para o estudante

ANTES:
Alunos devidamente matriculados e freqüentando as salas de aula

dos cursos superior, técnico e do ensino médio e, de educação

profissional.
DEPOIS:
Alunos devidamente matriculados e freqüentando as salas de aulas

dos cursos superior, técnico, médio, da educação especial e dos anos finais do ensino fundamental. Estudantes estrangeiros regularmente matriculados em cursos superiores no País, autorizados e reconhecidos, observado o

prazo do visto temporário do estudante, na modalidade profissional da educação de jovens e adultos..

ANTES:
• Ensino Médio: 04 (quatro) horas diárias e 20 (vinte) horas

semanais.

• Técnico: 06 (seis) horas diárias e 30 (trinta) horas semanais.

• Superior: a Lei não definia horário.

DEPOIS:
• Estudantes de Educação Especial e dos anos finais do Ensino

Fundamental: 04 (quatro) horas diárias e 20 (vinte) horas

semanais.

• Estudantes do Ensino Superior, Técnico e de Ensino Médio: 06
(seis) horas diárias e 30 (trinta) horas semanais.

ANTES:
Não havia limites na quantidade de estagiários nas Empresas.

DEPOIS:
Na contratação de estudantes do Ensino Médio:

• de 1 a 5 empregados: 1 estagiário

• de 6 a 10 empregados: até 2 estagiários

• de 11 a 25 empregados: até 5 estagiários

• acima de 25 empregados: até 20% de estagiários por casa (filial)

Obs. Quando o cálculo do percentual resultar em fração, poderá ser

arredondado para o número inteiro imediatamente superior.

Na contratação de estudantes de Graduação e Médio Profissional,

não há limite de estagiários.

Para as pessoas fica assegurado o

equivalente a 10% das vagas oferecidas pelas empresas.

portadoras de deficiência

– Somente algumas dicas, cartilha completa no site: http://www.estagioresponsavel.org.br/

Solicite informações sobre nossas apostilas “ASSISTENTE DE DIRETORIA”, “ASSISTENTE DE RECRUTAMENTO E SELEÇÃO” E “NOVA ORTOGRAFIA” alinemarc@ymail.com

Um breve resumo de “SER SUPERVISOR”

sandrocan | Compartilhando, Chefia & Liderança | Sexta, 12 de Fevereiro de 2010

As questões abaixo foram formuladas baseadas em entrevistas de RH… e as respostas retratam não apenas a experiência como também conceitos de supervisão, baseados em autores renomados do IMAM. Coloquei à disposição dos internautas a fim de auxiliá-los em futuras entrevistas e também colher comentários dos colegas para aprimorar, desenvolver e enriquecer minha experiência e conhecimentos de supervisão.

Por quê deixar de ser Gestor de Engenharia e passar a ser Supervisor de Produção?

R: Objetivo de carreira. Para impulsionar meu desenvolvimento é necessário o convívio diário com a produção, vivendo sua lógica e tudo o que acontece. Além disso, possuo as técnicas necessárias de gestão moderna, como amplos conhecimentos de sistema integrado, ERP, MRP, além de lean manufaturing, ferramentas da qualidade e organização e métodos. Atuar como supervisor de produção me transformará em um gestor de alto nível.

Experiência anterior como supervisor de produção?

R: Atuei como supervisor de engenharia e, posteriormente como supervisor de engenharia e qualidade. Esta função me possibilitou aprender a lidar com um grupo de pessoas, entre técnicos, analistas e operadores. Essa experiência me proporcionou aprendizado de liderança sobre profissionais diversos – desde especializados até operadores de produção. Comecei liderando três pessoas em processos, depois foram 24 entre engenharia e qualidade e, após assumir a gestão de engenharia, esse número está em 6 pessoas, entre engenheiro elétrico, projetista, química, técnico de processos, auxiliar de processos e técnica de desenvolvimento de arte.

E como era ser supervisor?

R: O principal objetivo era influenciar, envolver e incentivar os colaboradores a gerarem resultados através de seus esforços. Estes resultados eram determinados conforme metas estabelecidas pela direção da empresa e, como principais atividades de supervisão, destaco o planejamento das atividades (com horários, cronogramas e feedbacks), gerenciar as pessoas para ter certeza de que o trabalho estava sendo executado, assumir responsabilidade pelo desempenho das pessoas que trabalhavam comigo. Além disso, exercer liderança, direção e influenciar as pessoas que darem o melhor de si para obtermos os resultados esperados. O supervisor deve estar disposto a ajudar na solução de um problema, uma dificuldade, uma necessidade do colaborador. Assim ele obtém o respeito necessário para influenciá-los.

E como você influenciava as pessoas?

R: Atuando principalmente como agente facilitador para a execução das tarefas. É fundamental que os colaboradores dêem o melhor de si (o seu talento) em benefício da empresa não por medo, imposição ou ameaça, e sim por entender que é o melhor para todos e que você está ali não para tratar-lhe com chicote, mas para auxiliá-lo na condução de suas atividades e liderá-los para alcançarem os objetivos da empresa. Confiar em sua capacidade, detectar oportunidades no colaborador e incentivá-lo a desenvolver suas competências e capacidades. Como exemplo, um de meus colaboradores veio do chão de fábrica. Detectei nele um potencial para o crescimento e incentivei-o. Trouxe para a engenharia, dei-lhe oportunidades para desenvolver suas idéias, espaço para apresentá-las e confiei em seu trabalho. Incentivei seu desenvolvimento pessoal e hoje ele, que iniciou como auxiliar de produção, cursa a faculdade de administração. Isso é gratificante não apenas para o colaborador, mas também para o líder, pois você vê ali o resultado de uma aposta.

E se aposta desse errado?

R: É possível detectar quando o colaborador, por motivos diversos, não corresponde à expectativa. Quando isto ocorre, o melhor é a transparência. Proporcionar uma avaliação com o colaborador e destacar os pontos que podem ser melhorados ou que foram piorados. E receber um feedback pois a desmotivação pode estar numa liderança equivocada. Se mesmo depois dessa avaliação, não houver evolução do colaborador, o caminho é a transferência para outro departamento ou então a demissão. Como exemplo, ao assumir a Qualidade, detectei que duas pessoas não tinham interesse na execução das suas tarefas. Por isso, conversei com ambas, expondo-lhes minhas observações e solicitando um feedback, pois uma liderança equivocada pode levar à desmotivação do colaborador. Diante dos fatos, ou da não mudança de comportamento, a única saída foi a demissão.

E como você tomou essa decisão?

R: Toda decisão precisa ser cercada de fatos, ou seja, analítica. Não podemos decidir somente pelo feeling, e sim, basear-se em informações. Para tomar não apenas esta com qualquer outra decisão, é necessário saber como estas decisões poderão afetar direta ou indiretamente as pessoas, meus superiores e até mesmo a empresa.

E como você trabalha sob pressão?

R: A pressão é uma consequência do cenário mundial que acaba provocando turbulência no ambiente corporativo. Para enfrentar a pressão por resultados de curto prazo, é necessário atuar com flexibilidade e possuir poder de superação. Flexibilidade para sair da zona de conforto e colocar-se À frente do campo de batalhaou, seja, a capacidade de se moldar diante dos problemas do dia a dia. Poder de superação para vencer os obstáculos do dia a dia. Para enfrentar a pressão , temos que ser resilientes. A pressão existe no chão de fábrica pois um minuto perdido significa prejuízo. Porém, quando o trabalho está bem planejado, o cronograma é factível e os colaboradores sentem-se motivados a usarem todo a sua habilidade, a pressão tende a diminuir. Obviamente, existem os motivos que fogem de nosso controle, como por exemplo, a quebra de um equipamento. Neste caso, a atuação do supervisor deve ser determinante para que o problema seja solucionado o mais rápido possível. O importante é o envolvimento direto e integral do supervisor na questão até que o problema seja solucionado. Depois disso, é importantíssimo que o problema seja discutido em reuniões PDCA para eliminar a causa deste problema.

Como você trabalha para atingir ou superar metas?

R: Primeiro, verifico se as metas são irracionais ou racionais. Irracionais posso exemplificar como “aumentar a produção”. Mas em que patamar estamos e aonde queremos chegar? A meta racional seria “aumentar a produção em 10%, passando de 1000 para 1100 peças”. Dentro desta meta, avaliaria as necessidades para atingi-la: aumentar o quadro, melhorar a organização, enxugar a produção, aplicar atividades de organização e métodos, aprimorar as habilidades dos colaboradores, prêmios de incentivo. Para aprimorar as habilidades – que seria o meio mais interessante, pois você está colaborando com o desenvolvimento e capacitação dos operadores – seria necessário determinar as habilidades específicas necessárias, verificar aonde podem ser aprendidas e determinar o método mais adequado. Realizei este trabalho para a eliminação de problemas de produção – ajuste de máquina e processos – onde as habilidades dos operadores foram avaliadas e detectei a necessidade de treinamento das habilidades. Procurei a instituição necessária e elaborei o cronograma e o planejamento. Este tipo de treinamento não apenas eliminou o problema em questão, como também contribuiu para reduzir o tempo de troca e aumentar a eficiência do posto de trabalho. Qual o seu maior erro como supervisor? R: Não delegar tarefas de forma adequada no início da minha experiência como supervisor. Acostumado a executar as tarefas, encontrei-me com a nova situação de delegar. Isto sobrecarregou algumas pessoas, especialmente a mim. Com o passar do tempo, e a adoção de planejamento e cronogramas, delegar tarefas tornou-se natural e os resultados foram mais eficazes.

E hoje, aprendeu a delegar?

R: Sim, hoje delego atividades pois isso aumenta a produtividade de todos os envolvidos. Além disso, delegar atividades motiva as pessoas pois você contribui para o desenvolvimento de suas habilidades e aumenta a satisfação no emprego para os funcionários. Por fim, a delegação ajuda você a avaliar melhor seus funcionários.

E como você delega atividades?

R: Primeiro, conhecendo a meta do trabalho. Depois, criando um plano de ação para cada funcionário envolvido. Estas tarefas precisam ter metas ou prazos para que os funcionários saibam o que se espera deles. Através de um cronograma e um plano de ações, é possível gerenciar as atividades de seus funcionários, solicitando-lhes feedback periódico que, dependendo da circunstância, poderá ser diário ou semanal. Como exemplo, cito o desenvolvimento de um novo produto onde várias pessoas estavam envolvidas, entre engenharia, qualidade, comercial e produção. Diante da meta estabelecida pela empresa, detectei as atribuições e a forma como cada um poderia colaborar, fiz uma reunião e elaborei um cronograma e um plano de ação para cada envolvido.

Como você gerencia os conflitos?

R: Ouvindo atentamente as partes envolvidas e julgando os problemas e não as personalidades. Após cercar-se de todos os fatos, caberá um processo decisório, ou seja, mantendo a mente aberta, evitando tomar partido, não ser tendencioso e não deixar que títulos influenciem na minha decisão. Como exemplo, durante a supervisão da qualidade, os conflitos que lidei eram entre os próprios inspetores acerca de padrões de aceitação da qualidade, e também entre inspetores e operadores. Para solucionar o problema entre os inspetores, criei um método analítico como critério de aceitação, com padrões e panoplias. E para solucionar os conflitos entre inspetores e operadores acerca de aprovação de linha de produção, realizei reuniões com a gerência de fábrica para definirmos a metodologia necessária – documentação, treinamento, comunicação, para evitar conflitos posteriores. Os conflitos acabam quando os critérios são claros, definidos e bem comunicados a todos os envolvidos. Os conflitos começam quando as decisões são subjetivas, baseadas em impressões ou achismos.

E como seria o Sandro como supervisor da nossa empresa?

R: Primeiro, compreenderia o que a empresa espera de mim como supervisor. Depois, compreenderia a necessidade dos funcionários e, por fim, avaliaria suas habilidades e procuraria desenvolvê-las e melhorá-las. O principal objetivo é proporcionar lucro para a empresa. A empresa espera lucro e, para isso, o supervisor é aquele que acompanhará a produção full time para que todas as metas e objetivos sejam atingidos, intervindo quando necessário, buscando soluções, gerenciando conflitos, críticas e elogios e, principalmente, influenciando de forma positiva a fim de usarem suas habilidades para trabalharem e atingirem os resultados esperados.

Leia mais em www.sandrocan.wordpress.com

O papel do supervisor no chão de fábrica

sandrocan | Compartilhando, Chefia & Liderança | Sexta, 12 de Fevereiro de 2010

Com muita propriedade, Kiyoshi Suzaki afirma em seu livro “Guia Prático para a Supervisão no Chão de Fábrica” (Editora IMAM, 2005, de onde consegui organizar minhas idéias e experiências práticas como Gestor) que “A fim de realizar qualquer coisa, as pessoas precisam estar dispostar a tentar. Oferecer a oportunidade de autogerenciamento de suas atividades não apenas estimula as pessoas a utilizarem suas habilidades, como também exercem sua criatividade e, principalmente, criam senso de propriedade sobre aquilo que fazem. Ter senso de propriedade é realizar alguma coisa e ter orgulho daquilo que fez”.

Porém, nos deparamos com situações que muitas vezes é exatamente o oposto do autogerenciamento. As falhas de gerenciamento no chão de fábrica levam a inúmeros problemas e dificuldades, como funcionários sem a aptidão necessária, a falta de uma definição clara das atividades a serem exercidas que acaba por obrigar os supervisores a direcionarem as tarefas o tempo todo, falta de interesse e aptidão para solucionar problemas na fonte e a não utilização do poder criativo dos funcionários na solução de problemas que enfrentam diariamente e repetitivamente e, para piorar, a falha de gerenciamento leva à falta de disciplina para seguir os padrões de trabalho. Em raríssimas circunstâncias, é capaz de produzir-se com estas falhas, porém o que não é observado é que a eficácia (ou o uso dos recursos tempo, dinheiro, equipamentos, pessoas, etc para obter-se determinando produto ou objetivo) destes processos pode ser ruim.

Além disso, muitos programas de melhoria falham pela falta de senso de propriedade das pessoas, elas não se sentem proprietárias daquele processo e sim sentem-se obrigadas a fazê-lo. Ao se sentirem obrigadas, um dos maiores fatores motivacionais acaba-se perdendo – o reconhecimento pelo esforço, pela habilidade, pela capacidade e pela criatividade de realizar um bom trabalho. A falta de senso de propriedade muitas vezes é causada pela falha de comunicação dos objetivos coletivos e das metas da empresa, e também pela falta de significado naquilo que os funcionários fazem. Cabe ao supervisor oferecer esta comunicação coletiva, ser o facilitador na missão de dar aos funcionários sentido naquilo que fazem e oferecer-lhes a oportunidade de desenvolverem toda a sua capacidade naquilo que fazem para que estas pessoas desenvolvam o senso de propriedade.

A questão da aptidão e habilidade é um fator importante a ser analisado. Muitos supervisores desconhecem a real habilidade de seus operadores, criando uma série de dificuldades durante o processo de fabricação, como alocação inadequada ou equivocada de mão de obra, superdimensionamento de mão de obra, excesso de estoques para cumprir metas de fabricação. Além disso, a falta de habilidade do operador influencia diretamente na qualidade do processo, no tempo de ajuste da máquina, no controle do processo e, principalmente, na qualidade do produto final. Esta falta de aptidão ocasiona inclusive paradas não programadas por quebra de equipamento. Cabe ao supervisor de fábrica ou de produção analisar seus operadores e buscar se relacionar com quatro grandes e importantes grupos, que são a alta gerência, os operadores, os grupos de apoio e os clientes.

Além de compartilhar as metas e objetivos da empresa com os operadores, fornecendo-lhes constante feedback, o supervisor de produção deve conduzir planos de treinamento e capacitação de seus operadores, buscando sempre melhorar o nível de controle e as habilidades necessárias para a correta execução das tarefas. Esta é uma missão da supervisão pois é baseado nas habilidades de seus operadores que as remunerações são baseadas, e não dos outros grupos relacionados acima.

O fundamental no papel do supervisor de fábrica que visa a melhoria contínua é entender que o foco da empresa deverá ser sempre o cliente, e não a própria eficiência. Porém, ao visar a própria eficiência, muitos supervisores preferem produzir grandes lotes com menos setups, acumulando estoques no meio da fábrica e aumentando custos e o tempo de resposta ao cliente pela falta de flexibilidade. Gerar estoques em processo faz com que o número de operadores necessários para movimentação e transportes seja maior, aumenta-se o risco de contaminação cruzada e esconde vários problemas de gerenciamento fabril, como por exemplo a falta de manutenção de equipamentos. Além disso, quando o foco é voltado para a própria eficiência, as reuniões que buscam solucionar problemas – como PDCA/MASP – tornam-se infrutíferas e cansativas, pois o interesse não é solucionar o problema e sim consertá-lo, independentemente se amanhã ou depois o problema volte a surgir. Se surgir, bastará consertá-lo novamente. Porém, quando não atacamos o problema na fonte, perde-se o que é de mais precioso para o chão de fábrica: tempo. Tempo consertando. Tempo de equipamento parado. Tempo de realocação de recursos. E a realocação de recursos leva a gerar estoques intermediários e faz com que o papel do supervisor seja o de apagador de incêndios, decidindo a movimentação dos estoques de um canto ao outro da fábrica para que as metas sejam cumpridas, ou seja, que a própria eficiência seja atingida, independentemente se isso signifique gastar dinheiro, recursos e tempo e, principalmente, irritar os clientes.

Iremos discorrer sobre a necessidade da aptidão e a necessidade de utilizar-se de métodos para solução de problemas visando não apenas a melhoria contínua, como melhoria de eficácia, foco no cliente e melhoria de comunicação entre supervisão e os grupos relacionados, lembrando sempre que a comunicação é o ponto de partida para qualquer processo de melhoria organizacional.

PROFISSÃO É PRA VIDA TODA?

Quando estamos escolhendo nossa qualificação profissional em um curso universitário, temos o sentimento de que é para o resto de nossa vida.
É importantíssimo fazer escolhas, mas não esqueça que ao longo do trajeto as coisas mudam. Nós vamos amadurecendo e o mercado de trabalho vai se adequando as novas tendências.
Vejo historias de jovens que começam um determinado curso universitário e na metade dele mudam o trajeto, por descobrirem em um determinado momento que não se identificam com a profissão que achava ser ideal pra ele.
Fonte: www.antenada-e-reciclada.blogspot.com

Aprendendo a Viver Sem as Mãos

Flávio Peralta | Compartilhando | Terça, 12 de Janeiro de 2010

ARTIGO-APRENDENDO A VIVER SEM AS MÃOS

www.amputadosvencedores.com.br

“O site dos amputados e daqueles que defendem a causa da pessoa com deficiência”

No dia 21 de agosto de 1997 seria o dia em que mudaria toda a minha vida.
Trabalhava em uma empresa que fazia troca de transformador de alta tensão. Logo após o almoço saímos para fazer uma troca em uma chácara. Chegando ao local preparamos todas as ferramentas para executar o serviço. Logo em que subi a escada seria o momento em que levaria um choque de 13.800 volts,ficando pendurando ao poste e preso ao cinto, o que evitou que caísse lá de cima. Graças à equipe de resgate, que chegou logo ao local, eu fui retirado de cima.
Aí começaria toda uma longa historia em minha vida. Chegando ao hospital com os braços queimados e parte do pé esquerda machucado, fui parar direto na UTI, mas a preocupação não seria essa no momento, mas sim com a parte interna do meu corpo. Meu rim não estava funcionando e se ele não funcionasse eu estaria morto hoje. Fazia três dias que estava urinando sangue, mas graças a Deus ele começou a funcionar. Após passar isso, a nova preocupação seria em tentar recuperar os meus braços que estavam queimados, devido ao choque. Mas, infelizmente não teria, mas jeito e a única possibilidade seria a amputação dos braços. Eu estava inconsciente e não sabia o que estava acontecendo. A autorização para fazer a amputação ficou para os meus pais. O que não deve ter sido muito fácil para eles.
Após fazerem a amputação houve uma infecção nos braços e tive que voltar para a sala de cirurgia para amputar mais uma parte dos braços.
Depois começou a parte dos curativos. Quando a enfermeira chegava no quarto dava vontade de sair correndo. Com os braços abertos para fazer a limpeza senti uma dor insuportável. Então colocavam gazes na minha boca para poder gritar de dor e para que as outras pessoas não se assustassem com os meus gritos.
Passou a fase de curativos. Agora seria o momento de fazer uma plástica no que restou. O médico tirou a pele da minha perna para fazer o enxerto nos braços. Para essa cirurgia foi necessário ficar no hospital uns 40 dias.
Após a recuperação viria o momento de deixar os braços preparados para colocação das próteses. Mas, meu braço esquerdo, o qual sobrou o cotovelo, teria que aumentar mais ou menos 6 cm, através da colocação de um aparelho, chamado Ilizarove
Nesta cirurgia, coloca-se um aparelho com um monte de ferro dentro do osso. Nesse momento as dores foram insuportáveis. Mas, deu tudo certo. Quando fui tirar este aparelho tive um choque anafilático, causado pela anestesia. E lá fui eu parar na UTI de novo. Ocorreu tudo bem e fui embora no outro dia.
Agora teria que fazer um enxerto na pele que estava fina se não suportaria a prótese.
Vamos lá de novo para cirurgia. O médico tentou tirar a pele da barriga, mas houve rejeição. Tive então, que colar o braço na barriga por 30 dias. Aí, deu certo. A pele da barriga foi parar na ponta do braço. Essa cirurgia existe a mais de 50 anos. Depois de tudo isto já tinha feito mais de 11 cirurgias. e estava pronto para fazer colocação das próteses.
Hoje vivo muito bem sem os meus braços e a cada dia agradeço a Deus por ter me dado minha vida de volta.
Independente de ser um deficiente físico, amputado, hoje percebo que qualquer pessoa está sujeita a muitos preconceitos. Esses sempre vão existir.
Depois de ter passado por uma experiência como essa, dou valor muito mais na vida.
Consegui colocar minhas próteses e me adaptei muito bem.
Estou casado após o acidente e sou pai de um menino. E lutei muito para idealizar o site
http://www.amputadosvencedores.com.br.

Hoje estou fazendo palestras na área de segurança do trabalho e sipat.

AGRADEÇO AOS MEUS PAIS, MEUS FAMILIARES E AMIGOS PELO APOIO E PELA FORÇA QUE ME DERAM.

TAMBÉM AGRADEÇO ÀS PESSOAS QUE ME FIZERAM DESCOBRIR O QUE ERA O AMOR: A MINHA ESPOSA JANE E AO MEU FILHO VINICIUS.
e-mail para contato Flavio@amputadosvencedores.com.br

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