O Planejamento e a manutenção para a vida!!!

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Todos nós utilizamos a manutenção no nosso dia-a-dia (a maioria não percebe, mas usa), quando tomamos um banho ou cortamos nossas unhas estamos zelando pela MANUTENÇÃO do nosso corpo, quando levamos nosso carro a um mecânico estamos zelando pela MANUTENÇÃO de um bem, poderia citar aqui inúmeros exemplos de como TODOS nós fazemos uso da manutenção.
Quando analisamos deste ponto de vista verificamos o quanto à profissão manutenção faz parte de nossas vidas, ou pelo menos os seus conceitos. A arte de manter foi desenvolvida pelo homem por uma questão de sobrevivência, mas notoriamente não evoluímos em mesma proporção a arte de PLANEJAR.
Tanto na vida pessoal, como na vida profissional, devemos utilizar o planejamento, segundo o Aurélio: planejar – é elaborar um roteiro de ações para se atingir um determinado fim. Quanto melhor planejamos, maiores são as probabilidades das coisas saírem como esperado, atendendo as nossas expectativas e muitas vezes até superando-as.
Em contrapartida tudo aquilo que não é planejado pode sair ao desejo do acaso, gerando na grande maioria dos casos um resultado abaixo ou totalmente contrário ao esperado. Quando pegamos um empréstimo em um banco, quando viajamos para um lugar desconhecido ou mesmo em um passeio de lazer, se não planejarmos o que iremos fazer podemos nos deparar com diversos imprevistos como, por exemplo: não termos condições de pagarmos o empréstimo, ficarmos perdidos em locais perigosos ou irmos passear em um local totalmente desconfortável.
Assim como em todas as situações exemplificadas acima, as empresas também enfrentam estes desafios quanto ao planejamento, e também possuem suas atividades na área de manutenção. Nunca em toda a história o setor de manutenção esteve tão em evidência como nos dias de hoje, e nunca teve uma participação tão importante no resultado final da empresa, ou seja, O LUCRO.
Se por um lado somos ótimos na arte da manutenção, o mesmo não pode ser dito na arte de planejar esta manutenção, o planejamento da manutenção é uma tarefa ainda pouco explorada pelas empresas, o que nos abre uma grande oportunidade de melhoria. Aliás, melhoria contínua, inovação, redução de custos, planejamento estratégico, manutenção preventiva e outros, são itens de muita importância para as empresas que querem ter um diferencial competitivo neste mercado globalizado e em constante evolução.
Neste ponto destaca-se também a capacidade de se adaptar as MUDANÇAS, que hoje ocorrem em velocidades cada vez mais incríveis e surpreendentes, as mudanças trazem crescimento e aprendizado para que possamos caminhar no rumo da evolução.
A partir disso concluímos que as MUDANÇAS levam TODOS nos, cada vez mais, a PLANEJAR a sua vida da melhor maneira possível para que consigamos a MANUTENÇÃO daquilo que já alcançamos e para conseguirmos aumentar o nosso LUCRO de viver com paz, sabedoria e saúde!!!

Rener Coutinho, é consultor da RCS Serviços de Gestão da manutenção, acesse o site e conheça nossos cursos!!!
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Gestão de mudanças

Joeme Oliveira | Compartilhando, Joelme Oliveira | Segunda, 11 de Fevereiro de 2008

Caros colegas:

Segue uma publicação extremamente interessante.

Por: Ricardo Aun

“Mudar significa evoluir, transformar, deixar um patamar para alcançar outro.”

Em uma organização, as mudanças podem ser impulsionadas por fatores externos, como adesão às novas tecnologias para acompanhar a demanda, ou ainda, por almejar crescimento em relação aos seus concorrentes. Há ainda diversos outros impulsos para mudanças, como a inserção de novos produtos e serviços, a conquista de novos clientes ou manutenção dos que detém - cada vez mais exigentes -, inserção de programas de responsabilidade social e ainda a transformação da imagem empresarial com os públicos os quais ela se relaciona.

Sabemos que tudo é passível de mudanças, e normalmente quando essas ocorrem trazem expectativas de compensadores novos tempos. Governos mudam de tempos em tempos; em nossas vidas pessoais também há mudanças, seja de emprego, de casa ou de vida. Dessa forma, podemos considerar as mudanças como um processo natural. Já para uma empresa quando resolve mudar é sinônimo de modernidade e flexibilidade. Mudar significa evoluir, transformar, deixar um patamar para alcançar outro.

Num primeiro momento, qualquer mudança requer o desejo para que ela aconteça e, para tanto, precisa existir o conhecimento profundo da organização e de seus negócios, chamado de diagnóstico organizacional. Nessa hora é preciso buscar a visão macro da empresa, e quando são levantados os dados de como está ela está em relação à concorrência e seus clientes, os seus problemas e causas geradoras de tais, análises das situações atuais, seus pontos fortes, onde se almeja chegar, e também se existe e quem são as pessoas capazes de tal feito.

É o “raio X” de coisas que nem sempre gostaríamos de ver ou saber, mas que são extremamente necessárias para que as mudanças sejam positivas e tragam melhorias para a organização, causando o menor ônus material e o menor trauma humano possível. A partir desse momento é que começa a transformação. É quando passamos a enxergar nossos erros e acertos e ver também o que pode ser melhorado. Daí traça-se o futuro desejado para a empresa.

Quando pensamos saber tudo sobre o nosso negócio é que estamos prontos para qualquer alteração no percurso. E o ponto crucial é como gerenciar essas mudanças sem trazer problemas ou rupturas? Como podemos mudar uma empresa, um departamento, uma área de atendimento ou qualquer outro setor?

Trabalhamos agora com fatos. Se uma organização, de qualquer tamanho ou ramo, decide mudar e aperfeiçoar seus departamentos e divisões, entre elas, a sua área de Tecnologia da Informação, conseqüentemente, a empresa e os seus colaboradores irão modernizar seus métodos de trabalho, muitas vezes, tornando-os mais simples e diretos. Mas ter a certeza dos benefícios dessa nova gestão de tecnologia da informação à empresa cabe um estudo profundo das reais necessidades e de como ficará a companhia após a implantação.

Se relembrarmos da industrialização do País, os empregados que resistiram as demissões em massa tiveram que se adaptar e deixar de fazer tudo manualmente e passaram a contar com a ajuda das máquinas. Da mesma forma, quando deixamos a nossa máquina de escrever para utilizarmos os nossos modernos computadores ou quando trocamos nossos laptops pelos i-phones houve também um processo de mudança, da relação com o trabalho, da forma de contratação etc. Tudo muda, tudo evolui, tudo se transforma! É um processo natural do ser humano e da sociedade.

Quando há pouco questionamos se existem e quem são as pessoas capazes de tal feito, falamos sobre a expertise dos gestores na condução dessas alterações, pois tal processo quase sempre é visto, pela própria empresa ou pelos seus funcionários, como uma ameaça ao que se já tem estabelecido e, portanto, reconhecido por nós como algo seguro e imutável, nossa zona de conforto. Com todos os horizontes estabelecidos, cabe agora o envolvimento do corpo funcional com a transformação que virá.

Prepare e alerte a sua equipe, todos devem estar envolvidos, pois terão o impacto, de uma forma ou de outra, das mudanças. Num primeiro momento todos devem estar esclarecidos sobre as novas diretrizes da empresa, pois são os principais reflexos dos novos direcionamentos, seja no trato com os clientes ou ainda nos relacionamentos internos. Mudar agora significa transformar também a cabeça das pessoas.

Temos que orientá-las de acordo com o que almeja a empresa. Se desejarmos crescer, o nosso foco está em trabalhar para que isso ocorra, todos juntos, em uma só direção.

Um atributo básico e fundamental é a qualidade, quando se muda de um patamar para outro, deve-se manter o que já existe, criá-la se ainda não a detém e preparar-se para aprimorá-la no novo processo. Qualidade no atual mercado corporativo é o que garantirá a sua sobrevivência, pois quantos concorrentes existem no setor, então priorize isso para manter e conquistar clientes pela excelência. Se estivermos com horizontes e com o planejamento estratégico definido, as novas práticas bem estabelecidas, o resultado de todas as mudanças, independente de qual instância ocorrer, conseqüentemente, será o sucesso.

Ricardo Aun é pós-graduado em marketing de gestão empresarial e formado em publicidade e propaganda. Atualmente é diretor comercial da New Age Software - linkaun@linkportal.com.br

Joeme Oliveira

Pessoas de resultado tornam pequenos negócios em excelentes empresas

Joeme Oliveira | Joelme Oliveira | Segunda, 28 de Janeiro de 2008

Por:

Luiz Fernando Garcia

Em seu último livro, Small Giants - Companies that Choose To Be Great Instead of Big (Pequenas Gigantes - Empresas que escolheram ser excelentes em vez de grandes), o americano Bo Burghiman, editor da .Inc, uma das maiores revistas de negócio do mundo, aborda casos de empresas dos EUA bem sucedidas que optaram por tal caminho para o sucesso: no geral, elas escolheram as coisas certas para as quais dizer “não” ao invés de dizer “sim” a uma proposta ainda que, a princípio, parecesse ser a melhor coisa a ser feita. Isso pode parecer loucura, mas é uma alternativa capaz de levar uma empresa a excelência porque seus líderes sabem onde querem chegar.

Ao longo de um trabalho com o acúmulo de mais de 16 mil horas de manejo comportamental, empreendedorismo e negócios - tempo que permite identificar as predisposições em cada indivíduo na orientação para o resultado em suas empresas - posso dizer que concordo com a linha de pensamento de Burghiman e com as decisões das companhias. Na verdade, tenho focado metodologias de ensino para embutir esse conhecimento na mente dos empresários brasileiros e em seus comportamentos durante os Grupos Dirigidos (GD) de Psicodinâmica em negócios, onde trabalho com empresários que buscam potencializar resultados.

O Brasil continua a ser um dos países menos interessantes para o investimento privado. O resultado é o tamanho da informalidade em nossa economia. O governo não cria um ambiente regulador que anime o investidor e o país afunda em impostos e faz drenagem do setor privado para sustentar o poder público. Se nada for feito para as reformas trabalhistas, tributária e legislativa, continuaremos a viver a “estável mediocridade”, já que o Estado não cabe no PIB.

Desde o brado “Exportar ou Morrer” do ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso, o empresariado - que já passava por um processo de conscientização de que não bastaria apenas importar produtos de outros países para adequar tecnologicamente o parque industrial brasileiro - acabou comprando a idéia de que era necessário também buscar a penetração de produtos brasileiros no mercado internacional e agregar cada vez mais valor a esses produtos, buscando inclusive desenvolver a Marca Brasil, começando então, no País, uma onda em prol das exportações brasileiras.

O legado deixado por Fernando Henrique Cardoso foi de suma relevância para o momento, que vive agora o comércio exterior brasileiro, não apenas em termos de superávits, mas especialmente por sua participação no cenário internacional, pelas relações diplomáticas e por uma visão mais globalizada de mundo.

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva vem dando continuidade à política de comércio internacional, deixada por FHC, fortalecendo cada vez mais o ideal de aumentar expressivamente as exportações brasileiras, mas também de não conter de forma castradora as importações, como ocorreu no governo anterior. Acredita-se que o equilíbrio real do comércio internacional dê ao País o desenvolvimento tão sonhado.

Com relação à participação dos empresários brasileiros no mercado internacional, o estudo da Associação de Comercio Exterior do Brasil (AEB) mostrou que em 2005 as exportações totais de US$ 118,308 bilhões foram realizadas por 17.657 empresas, entre pequenas, médias e grandes. Do universo das empresas exportadoras, apenas 1.113 empresas, representando 6,30%, foram responsáveis por exportações no montante de US$ 105,494bi, que corresponderam a 89,17% em volume financeiro.

Em contrapartida, as demais 16.544 empresas, que equivalem a 93,70% do total das empresas exportadoras, realizaram exportações no montante de US$ 12,814 bilhões, que significam apenas a 10,83% das vendas ao exterior em 2005. Este cenário mostra elevada concentração das exportações em reduzido número de empresas de grande porte, enquanto a maioria esmagadora, teoricamente de pequeno e médio porte, possuem tímida participação, independente da origem de seu capital e do tipo de produtos exportados. Pior ainda é saber que, apesar desses dados positivos, no universo de empresas instaladas no Brasil a maioria é composta por empresas de capital nacional, fazendo com que essa maior participação de empresas nacionais na exportação, proporcionalmente, seja menor do que as empresas estrangeiras.

Desse modo, apesar de o brasileiro ter uma forte iniciativa para o empreendedorismo, a economia do país não estimula e as pessoas que têm ou querem ter seu próprio negócio precisam ir além: se tornarem pessoas de resultados para fazer com que a sua pequena empresa seja excelente, e ainda contribua para o incremento econômico do país. Para isso, é necessário desenvolver e aplicar um novo “modelo mental” em seus líderes, com o objetivo de diagnosticar, analisar, interferir e direcionar soluções aliadas a padrões comportamentais que conduzem para o resultado. Tal modelo que proponho se apóia nos conhecimentos da psicologia, em estudos científicos na área de negócios e em processos de excelência administrativa, conclusão de um trabalho intenso que fiz para a ONU e para o Sebrae.

Na verdade, quando a pessoa adota a “postura empreendedora” e passa a planejar no papel as futuras metas de sua empresa que deverão se transformar em práticas, inicia uma fase de crescimento, pois está, na verdade, unindo a Psicodinâmica aos Negócios. A mudança é fundamental para o empresário não apenas focar e obter resultados em sua atuação no mercado nacional, mas principalmente para demonstrar um comportamento adequado para ser um “player” no mercado internacional e permitir que suas empresas sejam “pequenas gigantes”, ou seja, ótimas ao invés de grandes.

Atenciosamente,

Joeme Oliveira

Como vencer os modelos paradigmáticos do mercado de acreditação

Joeme Oliveira | Joelme Oliveira | Sexta, 25 de Janeiro de 2008

Caros Profissionais da Qualidade:

Segue um texto para uma discursão heriquecedora para a nossos novos desafios profissionais.

Com o aumento da concorrência, atualmente existem ameaças reais à atividade de certificação e a sua credibilidade é uma questão que envolve todas as partes interessadas: a ISO, o International Accreditation Forum (IAF), os organismos de acreditação, os organismos de certificação, os auditores e os clientes.

Da Redação

As transformações tecnológicas na indústria mundial — que, para muitos estudiosos, constituem as bases de uma terceira revolução industrial — consagram um novo paradigma competitivo em que qualidade de produto, flexibilidade e rapidez de entrega, além da racionalização dos custos de produção, constituem as alavancas básicas da competitividade internacional. No novo mundo competitivo prevalece o trinômio produto customizado/automação flexível microeletrônica/organização polivalente da produção em substituição ao produto estandardizado/automação rígida eletromecânica/organização parcializada da produção. Estas transformações trouxeram diferentes implicações sobre a competição internacional, principalmente quanto à delimitação de novos espaços da concorrência que se tornaram mais internacionalizados e à aceleração do
Joseé Joaquim: “Algumas organizações buscaram somente ter o certificado sem se preocupar com a gestão”

ritmo de inovação tecnológica, com o encurtamento do ciclo de vida de produtos e processos, e o aumento da diferenciação de produtos. Assim, foram definidos, conseqüentemente, novos critérios para a qualidade industrial. Antes do aparecimento das normas de sistemas de gestão da ISO, na década de 90, existiam muitas normas concorrentes de sistemas de gestão da qualidade, quer ao nível local, nacional, regional e global. Segundo o diretor da Fundação Carlos Alberto Vanzolini; José Joaquim do Amaral
Ferreira, com as normas ISO, foi possível racionalizar essa diversidade e assim contribuir para a diminuição das barreiras ao comércio internacional, bem como aumentar a eficiência para as diversas partes interessadas, (com destaque para os utilizadores) ao permitir a redução de um número significativo de programas da qualidade, para focar a atenção na utilização eficaz e eficiente dos recursos e na obtenção de resultados. Com a finalidade de dar resposta à necessidade de demonstrar, com credibilidade, que as organizações cumprem os requisitos das normas de gestão aplicáveis, apareceram as entidades certificadoras e as entidades acreditadoras que tentam dar credibilidade à atividade das entidades certificadoras verificando sua forma de atuação. Por sua vez, as entidades acreditadoras estabeleceram fóruns internacionais (IAF) para assegurarem a harmonização, o reconhecimento das várias acreditações e consequentemente das certificações, dando origem a um esquema global de certificação e acreditação. As normas de sistemas de gestão da ISO permaneceram

como normas genéricas de aplicação universal, complementadas por normas específicas para setores de atividade e/ou sistemas de gestão provenientes de setores industriais, sendo que a norma ISO 9001:2000, conta com mais de 1 milhão de sistemas de gestão da qualidade certificados em todo o mundo.
No entanto, há que reconhecer que existem ameaças reaisà atividade de certificação. De fato, a sua credibilidade é uma questão que atualmente envolve todas as partes interessadas: a ISO, principalmente para o ISO TC176 e o ISO/Casco, o IAF, os organismos de acreditação, os organismos de certificação, os auditores e os clientes. Uma análise global desta atividade permite identificar as seguintes áreas de preocupação:
• Ameaças comerciais à objetividade e à eficácia da certificação, pois a excessiva concorrência entre organismos de certificação levou a que alguns deles optassem por uma abordagem mais leve, recorrendo, por exemplo, a auditorias de duração muito reduzida, ao relaxamento dos critérios de classificação de não-conformidades eà relutância em rejeitar, suspender ou retirar a certificação;
• A necessidade de assegurar os níveis de competência e experiência dos auditores, proporcionando-lhes o tempo necessário para realizar a auditoria com eficácia e colocando mais ênfase nos resultados dos sistemas de gestão auditados e na comprovação da eficácia real das correções/melhorias e das ações corretivas;
• A necessidade de uma abordagem integrada de cima para baixo, para assegurar a responsabilização (accountability) dos vários intervenientes a todos os níveis e a eliminação de comportamentos e desempenhos indesejáveis ou insatisfatórios, em toda a cadeia de certificação: IAF, organismos de acreditação, organismos de certificação, auditores e empresas certificadas.
Em resumo, há uma tendência global preocupante, onde a excessiva concorrência entre organismos certificadores tem levado a que alguns deles optem por uma abordagem menos rigorosa, recorrendo, por exemplo, a auditorias de menor duração, o que compromete o tempo necessário para uma auditoria de valor agregado e no resultado final da certificação. “No Brasil, no início de todo este processo, as empresas buscavam a certificação por imposição de suas matrizes, adotando um sistema de gestão que agregava valor aos seus processos e não um papel apenas na parede”, explica Amaral Ferreira.“À medida que estas empresas foram se certificando e por um efeito cascata passaram a exigir de seus fornecedores a certificação. Algumas destas organizações buscaram somente ter o certificado sem se preocupar com a gestão. Paralelamente a isso, surgiram um maior número de organismos de certificação que passaram a competir basicamente por preço. Isso diminuiu a qualidade do produto ou serviço oferecido. E as conseqüências não foram boas para o sistema brasileiro e mundial de certificação, com a diminuição da credibilidade dos processos de acreditação”.
Para o diretor da Vanzolini, todo este panorama gerou o surgimento de certificações setoriais, pelo próprio descrédito que a certificação ISO 9001 passou a causar no mercado. “O setor automotivo criou, a partir do momento que achou que o modelo não servia, a QS 9000 e após isso a ISO TS 16949: depois, o setor aeroespacial especificou suas normas próprias, alimentos, ferroviário, além de normas específicas para a área de tecnologia da informação, responsabilidade social etc. Isso complicou a atuação no mercado de todas as certificadoras exigindo pesados investimentos em acreditação e recursos humanos”.
Para tentar resolver o problema, conforme explica Amaral Ferreira, a Fundação Vanzolini adotou a cooperação regional. “Neste tipo de atuação, o organismo de certificação pode ampliar o seu mercado, pois passa a operar em outros países em determinados escopos. Igualmente, pode haver a especialização em determinadas certificações, ganhando escala em prestação de serviços aos clientes com os seus parceiros. Estamos focados na Argentina, Brasil, Venezuela, Colômbia e México. Nós nos especializamos na parte automotiva, a ISO TS 16949. Conseguimos a acreditação do IATF graças a este foco continental. O pessoal da Argentina se especializou em TL 9000, para a área de telecomunicações. Já os colombianos estão voltados para os mecanismos de crédito de carbono. O México ainda está estudando qual vai ser a especialização a ser escolhida”.
Para o executivo, estas cooperações regionais favorecem a apresentação de projetos de entidades mundiais, tipo Banco Mundial, Banco Interamericano de Desenvolvimento. “Um projeto que se encaixa nisso é o de sistemas de gestão para pequenas e médias empresas, junto com os mexicanos e os colombianos. Inclusive na Colômbia já há mais de 1.000 pequenas empresas certificadas. Então, será um projeto continental a ser financiado por um destes bancos. Outra coisa importante é a troca de informações entre os auditores, um verdadeiro intercâmbio entre especialistas. Além disso, há um aumento de rentabilidade entre os organismos participantes, com a diminuição dos custos fixos de acreditação, pois há uma quantidade maior de clientes. O mais vantajoso é que quando se faz este tipo de acordo, sabe-se que os organismos de certificação parceiros não vão tentar atuar sobre os clientes locais já certificados em outro escopo ou norma. A Vanzolini já possui 70 clientes fora do Brasil. Em termos de certificação dos parceiros, quatro empresas brasileiras já possuem o certificado TL 9000. É uma saída possível para a crise do mercado de certificação brasileiro, que está estagnado há muitos anos”, conclui.

Um abraço

Joeme Oliveira

Revista Banas Qualidade.