O Aprendizado da Língua Inglesa
O aprendizado da Língua Inglesa envolve quatro competências ou habilidades: ler (reading), escrever (writing), ouvir (listening) e falar (speaking).
Ler e escrever são habilidades que podem ser aprendidas através de diferentes maneiras por meio de métodos diversificados que possuem variações em sua eficácia.
Já ouvir e falar, por outro lado, são habilidades mais difíceis de se aprender quando se estuda uma língua estrangeira e em nosso caso, a Língua Inglesa.
Estas habilidades se baseiam no conhecimento, isto é na leitura e na escrita.
Como já vimos, estas habilidades são adquiridas pelas crianças, por intuição e por pura necessidade e são adquiridas mesmo antes de aprenderem a ler e a escrever.
Ensinar a ouvir e a falar é uma das tarefas mais difíceis do professor de Língua Inglesa e este ainda tem de contar com o envolvimento do aluno que por muitas vezes se sente desmotivado e não consegue desenvolver-se.
A intuição e a necessidade que existiam quando criança, já não estão tão presentes no adolescente ou no adulto, que normalmente tem de realizar exaustivos exercícios e que ainda se tornam mais cansativos por serem feitos em circunstâncias que não naquelas em que os nativos da língua convivem.
Schütz ( 2005) diz:
Uma diferença importante entre crianças e adultos quanto à suas habilidades cognitivas, é que o adulto já passou por grande parte de seu desenvolvimento cognitivo. Com um caminho maior já percorrido e uma bagagem maior acumulada, o adulto tem a capacidade de lidar com conceitos abstratos e hipotéticos, enquanto que a cognição das crianças, ainda em fase de construção, depende fundamentalmente de experiências concretas, de percepção direta. Isto explica a capacidade superior dos adultos de compreender a estrutura gramatical da língua estrangeira e de compará-la à de sua língua materna. Explica também a tolerância superior dos adultos quando submetidos a situações artificiais com o propósito de exercitarem línguas estrangeiras, bem como a tendência de buscar simples transferências no plano de vocabulário, com ajuda de dicionários.
Quando os nativos da língua falam, utilizam palavras, expressões e gramática próprias de suas regiões, além de se expressarem num ritmo e com pronúncias que acreditam serem apropriadas, mas se esquecendo ou mesmo não se importando se quem os escuta, quando falantes nativos de outra língua, conseguem realmente os entender.
Em resumo, podemos ser entendidos, apesar de utilizarmos palavras e expressões nem sempre adequadas e de possuirmos um vocabulário limitado, mas é imprescindível ouvirmos direito.
Para isso, devemos treinar a audição em diferentes contextos, nos quais possamos ter diferentes temas, vocabulário rico e variado, além de diferentes pronúncias.
Karen Madeira de Almeida
Este artigo é parte integrante de minha monografia na defesa de tese do curso de pós graduação em metodologia do Ensino da Língua Inglesa
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